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domingo, 13 de março de 2011

PRIMADO DE PEDRO - DOZE RESPOSTAS

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EVANGÉLICO: - PEDRO NUNCA FOI PRIMAZ DE NADA. PORQ?

1) Pedro não nomeia apóstolo para o lugar de Judas – O único caso de substituição de apóstolo, Matias no lugar de Judas, não foi uma escolha de Pedro (At 1:15-26).


CATÓLICO: - RESUMO DE ATOS 1,15-26:

Versículos 15-22 - Por sua própria decisão, claro que inspirado pelo Espírito de Deus, Pedro declara que, de conformidade com as profecias, deveria preencher a vaga deixada por Judas;

Versículos 23-26 - A assembléia de 120 pessoas propõe dois nomes: José e Matias; a escolha de um deles se deu por um precesso aleatório.

Pedro presidia a assembléia.

EVANGÉLICO: - 2) Pedro obedece ordens dos apóstolos - Pedro é enviado juntamente com João pelos apóstolos a Samaria em vez de Pedro enviar alguém. Ele obedece ordens, em vez de dar ordens (At 8:14-15).

CATÓLICO: - Entre ordenar e enviar vai grande diferença. Ordenar é mandar, determinar como senhor ou superior. Enviar diz apenas obter eficazmente que outro vá. Envia-se mandando, envia-se aconselhando, envia-se suplicando. Do simples emprego desse termo impossível inferir relações de igualdade ou superioridade entre quem envia e quem é enviado.

Veja exemplo semelhante - Josué 22, 13-14 a assembléia envia com o sacerdote Finéias: "...dez príncipes, chefes de casas patriarcais, um chefe por tribo, sendo todos chefes de casas patriarcais... "

EVANGÉLICO: - 3) Pedro não dirige o primeiro concílio da igreja – As decisões doutrinárias da igreja não são decididas por Pedro. Ainda, o primeiro concílio da igreja cristã em Jerusalém foi dirigido por Tiago e não por Pedro (At 15:13-21).[/red]

CATÓLICO: - Pedro não toma a palavras senão "após largo debate". - Mas é natural , nem podia deixar de ser assim. Os enviados da igreja de Antioquia expuseram os seus pareceres. Alguns que haviam pertencido à seita dos fariseus opuseram-se-lhes propugnando a necessida da circuncisão (v. 4). Eis a controvérsia, eis a questão. Quem a julga? Quem a decide? Levanta-se então Pedro e impõe a sua sentença: "Sabeis, irmãos, que desde os primeiros dias ordenou Deus entre nós que por minha boca ouvissem os gentios a palavra de Deus" (v. 7). Em seguida define: "Cremos que somos salvos pela graça do Senhor J. C. assim como eles também o foram". Ouvida a definição, omnis multitudo tacuit ("toa multidão fez silêncio), v. 12.

- Mas é Tiago quem fala por último, quem resolveu a questão, quem impõe a solução aceita.

Falso. Tiago não resolve coisa nenhum. Tiago não propõe nenhuma solução nova. Fala depois de Pedro para aderir à sua sentença, para confirmá-la com a Escritura.

EVANGÉLICO: - 4) Todas as vezes que os discípulos discutiram quem era o mais importante entre eles, recebeu de Cristo severa exortação – Em três circunstâncias os discípulos discutiram a questão da primazia entre eles, e Cristo os repreendeu (Mc 9:35; Mt 20:25-28; Lc 22:24).


CATÓLICO: - A explicação é bem simples. As palavras de Cristo a Pedro encerravam apenas uma promessa. Seguiu-as, a breve trecho, uma graves repreensão do Senhor ao mesmo apóstolo, que, voltando a pensamentos humanos, tentava dissuadi-lo das humilhações da cruz. Que de mais natural, portanto, que pensarem os outros tratar-se apenas de uma promessa condicionada, revogada logo pelo severa admoestação de Cristo? A sucessão do primado achava-se destarte novamente aberta às suas ambiciosas esperanças. Como transparece aqui a psicologia da nossa frágil natureza humana! Somos espontaneamente inclinados a crer quando agrada e lisonjeia as nossas ambições secretas. A mesma evidência quando contraria os sonhos dos nossos íntimos desejos: não vinga entrar-nos na alma. Imbuídos de preconceitos judaicos sobre a temporalidade do reino messiânico, os discípulo afagavam com amor a esperança das honras e do poderio terreno. Preferidos aos demais pelo Messias, nenhum, talvez, havia entre eles que, de si para si, não tivesse entressonhado com alguma dignidade futura, com alguma pasta ministerial do reino restaurado de Davi. E um dia, quando a mãe de João e Tiago, na simplicidade implícita do seu afeto materno, ousou abertamente pedir ao Senhor que reservasse para os filhos os dois primeiros lugares ao lado do seu trono, levantou-se na roda dos companheiros um rumor geral de indignação e protesto. A petição imprudente ferira vivamente as ambições rivais que mais de um nutria com secreta complacência. Que muito, pois, que as palavras promissórias do primado, encontrando naquelas almas ainda não visitadas pelo Divino Espírito tão resistente barreira psicológica, fossem pouco a pouco negligenciadas e esquecidas a ponto de, ainda na última ceia se acederem novamente entre os discípulos as porfias de prelatura? Descerá mais tarde sobre eles o Espírito Santo, Espírito de verdade e de amor de luz e de caridade, prometido por Cristo aos seus apóstolos para sugerir-lhes quanto lhes havia ele ensinado. Depois da vinda do Paráclito já não haverá entre os Doze rivalidades nem contendas sobre “qual deles será o maior”. Apóstolos e fiéis serão um coração só uma só alma sob o poder supremo de Pedro.

EVANGÉLICO: - 5) O ministério de Pedro foi designado por Deus como dirigido principalmente aos judeus e não aos gentios – O apóstolo dos gentios foi Paulo enquanto Pedro foi o apóstolo dos judeus (Gl 2:7-8

CATÓLICO: - COORDENAÇÃO DO APOSTOLADO DE PEDRO E DE PAULO

Trata-se aqui, porventura, do primado de jurisdição? Nem por sombra. Trata-se, ao menos, de uma repartição exclusiva do campo do apostolado: Nem isso. Paulo bem sabia que Pedro fora quem primeiro batizara os gentios e os recebera na Igreja. Alguns anos antes, ele próprio ouvira dos lábios do Príncipe dos apóstolos essa declaração formal: "sabeis que desde os primeiros dias ordenou Deus entre nós que por minha boca ouvissem os gentios a palavra do evangelho". De outro lado, Paulo nunca limitou a sua pregação aos gentios. Nas suas escursões apostólicas seu primeiro cuidado era anunciar a boa nova aos judeus. Só depois de repelido pelos obstinados filhos de Israel, dirigia-se aos incircuncisos mais dóceis e menos obecados. O passo da epístola aos gálatas não pode, pois, ser interpretado senão no sentido de uma divisão temporária e não Exclusiva. Considerando historicamente os 12 ou 14 anos decorridos, relevava Paulo como Deus abençoara com numerosos milagres e conversões os seus trabalhaos entre os gentios como abençoara os de Pedro entre os judeus. E por que razão, sob este aspecto (note-se bem: não se trata aqui de jurisdição), compara S. Paulo o apostolado com o de Pedro? Não haviam também os outros apóstolos pregado aos judeus: Por que falar de Pedro aos gálatas que havia poucos anos ele, Paulo, e só ele convertera e doutrinara? Não há outra explicação plausível senão a primazia do mesmo Pedro. Só o posto singular por ele ocupado na Igreja, só o reconhecimento universal de sua suprema autoridade em todas as igrejas justificam neste passo a menção expressa do nome de Pedro e a omissão dos outros apóstolos.

EVANGÉLICO - 6) Pedro não é primaz de Jerusalém – Paulo o chama de coluna da igreja, juntamente com outros apóstolos, mas não o menciona em primeiro lugar (Gl 2:9).

CATÓLICO: - Sem dúvida! Pedro Tiago e João PARECEM mesmo ser coluna da Igreja em vários episódios do Evangelho principalmente na transfiguração de Cristo e em sua agonia no horto das oliveiras. Eram os três principais dentre os apóstolos. Mas em que isto tira a primazia de Pedro? Quanto à única vez que Pedro não vem relacionado em primeiro lugar, só uma excessão aparente à regra geral se lê no passo já citado da epístola aos Gal 2,9: "Tiago, Cefas e João que pareciam as calunas da Igreja" etc. Poderíamos responder que não é certa esta lição. Os códices gregos (D, E, F, G) lêem: Pedro, Tiago e João.

EVANGÉLICO: - 7) O pastor das igrejas gentílicas não é Pedro e sim Paulo – Paulo não se considera inferior a nenhum apóstolo (2 Co 12:11) e diz que sobre ele pesa a preocupação com todas as igrejas (2 Co 11:28).

CATÓLICO: - Dizem os protestantes: "Entra pelo olhos que esta asserção de São Paulo é incompatível com a teoria romana". Vamos aos fatos. Depois de sua primeira viagem a Corinto, os falsos apóstolos tinham tentado minar a obra evangelizadora do valoroso apóstolo. O intento de seus adversários era minar sua autoridade e sobrepor-se a ela. Veja a situação do nosso querido apóstolo: ele não convivera com Cristo e entrou no colégio apostólico na última hora. Então, com que direito ele usurpava a condição dos Doze? São Paulo é forçado reivindicar os títulos autênticos de sua missão. Apóstolo era-o também no sentido pleno e genuíno da palavra, apóstolo, era-o tão legitimamente como os eleitos da Galiléia e não inferior a nenhum deles na dignidade apostólica. Haverá, porém, no colégio apostólico uma autoridade superior, um primaz investido por Cristo na suprema jurisdição de sua Igreja? S. Paulo não o afirma nem o nega. Também não era o caso.

"Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!" (II Coríntios 11,28).

Que tem isto a ver com a jurisdição de Pedro? Todos os apóstolos tinham tal preocupação, assim como qualquer católico verdadeiro.

EVANGÉLICO: - 8) Pedro é repreendido pelo apóstolo Paulo – Pedro tornou-se repreensível em Antioquia, no que é duramente exortado por Paulo (Gl 2:11-14).

CATÓLICO: - Mas que é isso? Cá entre nós católicos um superior pode muito bem ser repreendido por um subordinado. Eu mesmo me lembro de tê-lo feito, porém dentro da caridade. Pedro era humilde e aceitou numa boa a repreensão de Paulo.

EVANGÉLICOS: - 9) No Novo Testamento os apóstolos se associam como iguais em autoridade – Nenhuma distinção foi feita em favor de Pedro (1 Co 12:28; Ef 2:20). Paulo não deu prioridade a Pedro quando combateu a primazia dada por um grupo a Pedro, equiparando-o a si e a Apolo, dando suprema importância apenas a Cristo (1 Co 1:12). Servo

CATÓLICO: - "Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas" (2Cor 12,28);

"... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus" (Efésios 2,20);

São todos presbíteros, são todos apóstolos, porém Cristo estabeleceu a KEPHAS como o que haveria de confirmar seus irmãos na fé (São Lucas 22,32) e como apascentador tanto dos fiéis (cordeiros) como dos bispos (ovelhas)(São João 21,17)

"Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo; eu, de Cefas; eu, de Cristo" (1Cor 1,20).

Veja os pontos extremos dos nomes citados: por sua humildade, Paulo se coloca no ponto extremo ao de Cristo, mas junto deste coloca o principal dos apóstolos, isto é KEPHAS.

EVANGÉLICO: - PEDRO NAO REIVINDICOU AUTORIDADE PAPAL EM NENHUM MOMENTO

10) Pedro não aceitou veneração de homens – Quando Cornélio ajoelhou diante de Pedro, e o adorou, Pedro imediatamente o levantou e disse: “Ergue-te, que eu também sou homem” (At 10:26). Nem mesmo Pedro tentou perdoar pecados (At 8:22).

CATÓLICO: - Mesmo que a intenção de Cornélio fosse apenas de respeito, Pedro a recusa por humildade, pior ainda, se ele fosse tomado como um deus. É lógico que em qualquer condição tenha rejeitado tal homenagem.

Pedro não recusa dar-lhe o perdão, mas apenas determina que se arrependa, condição única para que um presbítero dê a absolvição.

EVANGÉLICO: - 11) Pedro autodenominou-se apenas servo e apóstolo de Cristo – Quando Pedro escreveu suas cartas, se fosse papa, teria que defender seu primado, mas não o fez (1 Pe 1:1; 2 Pe 1:1).

CATÓLICO: - Muito de acordo com a doutrina de Cristo: "... eu estou no meio de vós, como aquele que serve." (São Lucas 22,27).

Porventura Cristo é menos que seus discípulos?

EVANGÉLICO: - 12) Pedro considerou-se presbítero entre e não acima dos demais – Pedro reprovou a atitude de dominar sobre o rebanho e chamou a si mesmo de presbítero entre e não acima dos demais (1 Pe 5:1-4).

CATÓLICO: - Todos os bispos, arcebispos, cardeais, papas, antes de tudo, são todos presbíteros, assim como num exército todos são soldados, mas com patentes bem diferentes.


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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ANGLICANOS ENTRAM EM PERFEITA COMUNHÃO COM A IGREJA CATÓLICA

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Conversão dos anglicanos tradicionalistas
atrai protestantes de outras comunidades -
do portal Veritatis Splendor




A conversão dos anglicanos tradicionalistas da CTA motivou o reatamento do diálogo entre a Santa Sé e os anglicanos oficiais (ligados a Cantuária) na Inglaterra. Aleluia! Se abismo atrai abismo, conversão atrai conversão!

Agora é confirmado: a Traditional Anglican Communion (TAC, ou CTA - Comunhão Tradicional Anglicana, em português), ramo anglicano em cisma com a Arquidiocese de Cantuária por querer manter seu status mais conservador, e que há tempos vem flertando com a Igreja Católica, se converteu e foi aceita pela Santa Sé. Louvado seja Deus!

Anglicanos convertidos são fiéis muito especiais. - Primeiro, esses cristãos não são simplesmente novos católicos. Não são quaisquer fiéis. São excelentes fiéis, muito bem formados, acostumados a ler a Bíblia, conhecedores da Tradição Apostólica a tal ponto que se convenceram de que, por ela, só se pode ser católico apostólico romano.

São bispos e padres acostumados a pregar doutrina sólida, não qualquer vento relativista. Com experiência missionária, com aquela gana, que ainda se mantém nas comunidades protestantes, de levar o mundo para Cristo. - Fiéis, padres e bispos que amam tanto a Cristo e a Igreja que tiveram a coragem de romper com sua comunidade protestante. E que amam, além disso, uma liturgia bem celebrada, com características medievais, dado que o antigo rito inglês de Sarum está bem enraizado em seus ofícios.

Não nos esqueçamos também que a TAC já era uma dissidência do anglicanismo oficial de Cantuária, por considerá-lo liberal. Ou seja, não vamos receber ex-anglicanos, agora católicos, relativistas, progressistas, modernistas. Pelo contrário: teremos em torno de 400 mil novos católicos plenamente ortodoxos, defensores da liturgia, que preservam batinas, casulas, sobrepelizes, incensos, latim, vernáculo bem traduzido, Versus Deum, que fazem missões, que não querem manter os povos na ignorância, mas levá-los à adoração de Jesus Cristo, que são devotos da Virgem Maria de Walsingham, que enfrentaram o secularismo de sua própria denominação anglicana a ponto de criarem outra, a Traditional Anglican Communion, e, por fim, se converterem ao catolicismo romano. Fiéis, padres e bispos, e suas esposas e filhos, que vivem o cristianismo dentro e fora das paredes dos templos, e que são absolutamente contra o aborto, o “casamento” gay e outras desvirtuações...

Recebemos não apenas 400 mil almas, mas 400 mil grandes soldados dispostos a lutar por Cristo, 400 mil verdadeiros apóstolos da Tradição, da fidelidade ao Magistério e da liturgia correta. Algo bem próprio do pontificado de Bento XVI.

Não podemos senão nos rejubilar com essa benfazeja notícia.

Fonte: http://batistabras.blogspot.com/2009/10/anglicanos-voltam-igreja-catolica_24.html

COMENTÁRIO DO FERNANDO:

Fernando
União dos Luteranos à Santa Igreja

Caros irmãos:

Antes de mais nada , uma excelente notícia, que, também , se refere a um fato extraordinário, realmente novo.

Hoje o excelente blog " The Anglo-Catholic " informa que a " Anglo-Lutheran Catholic Church " ( ALCC ) dos EUA , pelo seu Arcebispo Metyropolitano , Itl A. Gladfelter, anunciou que , com as suas Paróquias e seus ministros , vai entrar , corporativamente , no Ordinariato a ser erigido , muito em breve , nos EUA , entrando , assim , em plena comunhão com a Santa Igreja.

Pela primeira vez , na História , uma Igrera Luterana regressa à plena união com a Santa Igreja.

É um acontecimento histórico , a ser comemorado e , por ele , devemos dar muitas graças a Deus Onipotente e Misericordioso.

Hoje , também , festa da Cátedra de São Pedro , é o dia de orações pelo ordinariato de Our Lady of Walsingham.

Oremus pro Ecclesia Sancta Dei !

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

NEDINA GARCIA CABELEREIROS - O Visual de Seus Sonhos!

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NEDINA GARCIA CABELEREIROS - O Visual de Seus Sonhos!

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

LOURDES - 2.ª APARIÇÃO



2ª aparição: Santa Bernadete queria tirar a limpo que não fosse uma ilusão

As falas das moças causaram rebuliço. A mãe de Santa Bernadette advertiu-a. A vida já estava muito difícil e não dava para aprontar mais problemas.

Santa Bernadette concordou, mas ela própria nadava na perplexidade. Teria sido uma ilusão? Ela quis voltar para tirar a dúvida.

Conta Bernadette: “A segunda vez foi no domingo seguinte. Voltei com várias moças, para ver se não me tinha enganado. Eu me sentia muito constrangida interiormente. Minha mãe tinha-me proibido voltar.

“Depois da missa cantada, as outras duas jovens e eu fomos mais uma vez pedir licença à minha mãe. Ela não queria. Dizia-me temer que caísse na água. Temia que eu não voltasse para assistir às vésperas. Prometi que sim, e deu-me então a permissão para ir.

“Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E saímos para a gruta. Ao chegarmos lá, cada uma tomou o seu terço e nos ajoelhamos para rezá-lo. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama”.

Somente Santa Bernadette via e ouvia Nossa Senhora.

“Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que, se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água.

“Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, e mais a via fazer aqueles gestos. Eu então, tomada pelo temor, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia.

“Quando terminei de rezar meu terço, Ela desapareceu e não me disse nada. Nós nos retiramos para assistir às vésperas”.

NOSSA SENHORA DE LOURDES - 1.ª APARIÇÃO


1ª aparição: à procura de gravetos para suportar o frio



Todavia, naquele 11 de fevereiro a luta pela vida continuou implacável. O pai, Francisco, deitou-se entre esgotado e deprimido. O frio em Lourdes corta a pele como uma navalha e não havia lenha na lareira.

Bernadette prontificou-se a colher gravetos num bosque vizinho. Iria junto com umas amigas que também tinham necessidade. Louise, a mãe, não queria pois a saúde de Bernadette, que padecia de asma, andava fraca.

Porém, a necessidade e a insistência da filha levaram-na a aceitar. Aliás, Louise, ainda venderia uma parte daqueles gravetos e conseguiria fazer mais uma pobre sopa quente para o marido e os filhos naquela noite.

Bernadette foi, como sempre, levando seu terço no bolso. A mãe fez questão que voltasse para assistir às vésperas na igreja.

As meninas partiram com a ingênua alegria das almas sofridas, despretensiosas, generosas e sacrificadas.

Elas discutiram um pouco onde achar os melhores gravetos sem contrariar os proprietários dos bosques. Disputaram um pouquinho sobre o caminho a percorrer. Afinal puseram-se de acordo. Bernadette saiu na frente indicando a estrada.
Ouçamo-la contar ela própria o que então sucedeu.

“A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens. Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.

“Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada. Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.

Esta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Prossegue o relato:

“Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania. Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.

“Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

“Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía. Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranqüila.

“Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.

“Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.

“— Não.

“Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:

“— E tu viste algo?
“Eu lhes disse que não.
“— Se não viste nada, eu também não.

“Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto. Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo. Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.

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São Pio X: Lourdes excede em glória todo outro santuário mariano


“A glória única do santuário de Lourdes reside no fato de nele serem os povos atraídos de toda parte, por Maria, à adoração de Cristo Jesus no augusto sacramento; de sorte que aquele santuário, ao mesmo tempo centro de culto mariano e trono do mistério eucarístico, excede em glória, ao que parece, todos os outros no orbe católico”.

Breve de 25 de abril de 1911: Arch. Brev. Ap., Pius X,
an.1911, Div. Lib. IX, pars I, f. 337.



Pio XII: a malícia dos adversários permitiu que a aparição de Lourdes brilhasse com mais evidência

“Não é de admirar que os nossos predecessores se hajam comprazido em multiplicar os seus favores para com esse santuário. Desde 1860, Pio IX, de santa memória, regozijava-se de que os obstáculos suscitados contra Lourdes pela malícia dos homens houvessem permitido ‘manifestar com mais força e mais evidência a clareza do fato’ (Carta de 4 de setembro de 1869, Ep. lat. an.1869, n. 388, f. 695.).
“E, forte dessa segurança, ele cumula de benefícios espirituais a Igreja recém-educada, e faz coroar a estátua de nossa Senhora de Lourdes.”

Carta Encíclica “Le Pelèrinage de
Lourdes”, 2 de julho de 1957.


Pio XI: Lourdes confirmou a proclamação do dogma da Imaculada Conceição

“O que em Roma, pelo seu magistério infalível, o sumo pontífice definia, a Virgem Imaculada Mãe de Deus, a bendita entre as mulheres, quis, ao que parece, confïrmá-lo por sua boca, quando pouco depois se manifestou por uma célebre aparição na gruta de Massabielle”.

“Certamente, a palavra infalível do pontífice romano, intérprete autêntico da verdade revelada, não necessitava de nenhuma confirmação celeste para se impor à fé dos fiéis. Mas com que emoção e com que gratidão o povo cristão e seus pastores não recolheram dos lábios de Bernardete essa resposta vinda do céu: "Eu sou a Imaculada Conceição"!


Decreto De Tuto para a canonização de santa
Bernardete, 2 de julho de 1933: AAS 25(1933), p. 377.


Bento XVI em Lourdes:


“Numerosas são as pessoas que o testemunharam: o encontro com o rosto luminoso de Bernadete impressionava os corações e os olhares. Tanto durante as aparições como quando ela as narrava, o seu rosto tornava-se completamente radioso. Bernadete já estava habitada pela luz de Massabielle.

“No entanto, a vida quotidiana da família Soubirous era tecida de miséria e tristeza, de doença e incompreensão, de rejeição e pobreza. Embora não faltando amor e afecto nas relações familiares, era difícil viver no “cachot” (no “cárcere”).

“Contudo, as sombras da terra não impediram de brilhar a luz do céu: «A luz brilha nas trevas...» (Jo 1, 5).”

(Fonte: homilia na procissão das velas, 13.9.08)


São Pio X: Lourdes é promessa da vitória iminente sobre os ímpios


“É preciso acrescentar que Pio IX não muito antes [das aparições] havia declarado ser de fé católica a Conceição Imaculada de Maria que, na cidade de Lourdes, começaram maravilhosas manifestações da Virgem, e foi, como se sabe, a origem dessas igrejas elevadas em honra da Imaculada Mãe de Deus, obra de alta magnificência e de imensos trabalhos, onde prodígios quotidianos, devidos à sua intercessão, fornecem esplêndidos argumentos para prostrar na confusão a incredulidade moderna.


“Tantos e tão insignes benefícios concedidos por Deus pelas piedosas solicitações de Maria, durante os cinqüenta anos transcorridos, não deveriam nos fazer esperar a salvação num tempo ainda mais curto do que nós acreditávamos?

Da mesma maneira, há como uma lei da Providência divina, a experiência ensina-nos isto, segundo a qual entre os extremos derradeiros do mal e a liberação jamais há muita distância. “O tempo de sua vinda está próximo. Pois o Senhor terá piedade de Jacob, e em Israel terá seu eleito” (Is. XIV, 1).

“É pois com inteira confiança que nós mesmos podemos esperar que dentro em breve exclamemos : “O Senhor quebrou o cetro dos ímpios. A terra está em paz e silêncio, ela se regozija e ela exulta” (Is. XIV, 5 e 7).”

Carta encíclica Ad diem illum, de 2 de fevereiro
de 1904: Acta Pii X, vol. 1, p.149.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MONTEIRO LOBATO NÃO PODE, JÁ PORNOGRAFIA...

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O mesmo país e o mesmo governo que aprovaram uma Lei do Estupro que distorce a realidade, como provam os indicadores da Secretaria de Segurança Púbica (ver post abaixo), permite isto:


“Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também?
Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro.”
“Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso.”
“Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou “tira a mão daí que é feio”. Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema”.

São trechos do livro “Mamãe, Como Eu Nasci?”, aprovado pelo MEC para alunos na faixa dos 10 anos. Comentei ontem este assunto aqui.

Ah, sim: o MEC havia vetado Monteiro Lobato! Monteiro Lobato não pode! Pornografia para crianças, tudo bem!, incluindo o incitamento para que desobedeçam às orientações do pai e da mãe porque “a brincadeira não causa nenhum problema”.

Incrível, não? Eu realmente não sei como foi que a civilização chegou até aqui sem a ajuda desses libertadores sexuais. Se, sem eles, já tivemos Leonardo, Michelangelo, Schopenhauer e Beethoven, imaginem quando a masturbação for estatizada e tratada por professores convertidos em animadores sexuais…

Ninguém mais vai querer pintar, fazer música ou esculpir. Passaremos a eternidade mexendo no pingolim e na borboletinha.

Não sei se peço cadeia ou médico pra essa gente.






Por Reinaldo Azevedo





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.............................CABEÇALHO
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1) - ANOTAÇÕES APOLOGÉTICAS (27 Páginas)



2) -
MENTIRAS PROTESTANTE (Vai para outro site)



3) - ARTIGOS DIVERSOS



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